| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Passeriformes |
| Subordem: | Tyranni |
| Infraordem: | Tyrannides |
| Wetmore & Miller, 1926 | |
| Parvordem: | Tyrannida |
| Família: | Tyrannidae |
| Vigors, 1825 | |
| Subfamília: | Fluvicolinae |
| Swainson, 1832 | |
| Espécie: | K. hudsoni |
A maria-preta-do-sul é uma ave passeriforme da família Tyrannidae.
Seu nome significa: do (grego) knips, knipos = inseto; e lego = pegar, escolher; e de hudsoni = homenagem ao naturalista e escritor britânico residente na Argentia no período de (1842-1869), William Henry Hudson (1841–1922). ⇒ (Pássaro) de Hudson que pega insetos com o bico.
O gênero Knipolegus, pertencente aos Tyrannidae, subfamília Fluvicolinae, possui dez espécies descritas para o Brasil, sendo que Knipolegus striaticeps (d’Orbigny & Lafresnaye, 1837) e Knipolegus hudsoni Sclater, 1872 não são consideradas residentes e aparentemente são de ocorrência irregular no Brasil ou, denominadas vagantes.
Mede 15,5 cm de comprimento. O macho da maria-preta-do-sul tem plumagem preto brilhante. Nas asas apresenta uma grande mancha branca sob as assas que atravessa as teias internas das rêmiges primárias. Esta faixa clara é bastante visível quando a ave está voando, mas isso pode passar despercebido quando o pássaro está empoleirado.
As íris são vermelhas, o bico é azul-cinzento com uma ponta preta. Os tarsos e pés são pretos.
A fêmea é marrom acinzentado acima do qual torna-se castanho avermelhado no uropígio e na base da cauda superior. As penas têm uma banda terminal preta. As asas escuras apresentam barras alares na coloração camurça. A parte inferior, (peito e ventre) é estriado com manchas escuras. As estrias são menos intensas no ventre.
Espécie monotípica (não são reconhecidas subespécies).
São quase que exclusivamente insetívoros, quando forrageando são sempre muito discretos e costumam forragear nas folhas perto do solo, mas sabe-se pouco sobre a dieta da maria-preta-do-sul.
Hábitos reprodutivos…
Outros hábitos…
Pássaro raro ou incomum dos campos sujos do Rio Grande do Sul. Também é encontrado no oeste de Mato Grosso. Movimentos migratórios dessa espécie foram registrados na Argentina e no sudeste do Paraguai, na fronteira com o Brasil. A espécie migra para os cerrados do Brasil Central ou para o Pantanal de Mato Grosso, como tantos outros pássaros migratórios, durante o inverno austral.